Tales de Mileto: Tudo Começa na Água

Segundo a tradição clássica da filosofia ocidental, o primeiro teórico a formular um pensamento mais sistemático fundado em bases racionais foi o grego Tales (cerca de 625 a.C. – 558 a.C.). Sendo o fundador dessa nova forma de pensar, ele é considerado o primeiro filósofo de que se tem notícia, inaugurando a linhagem filosófica dos pré-socráticos (filósofos que vieram antes de Sócrates).

Nascido na cidade de Mileto, uma colônia grega na região da Jônia (atual Turquia), Tales foi matemático, astrônomo e negociante. Herdeiro de conhecimentos ainda mais antigos — como a matemática egípcia e a astronomia babilônica — Tales era tido em sua cidade como um sábio, mas também como um homem prático: conta-se que, utilizando suas habilidades, soube prosperar como um hábil mercador.

O que sabemos sobre as ideias desse filósofo resulta de comentários feitos pelos pensadores gregos que o sucederam, pois não há preservados registros escritos de sua autoria. As principais referências que temos a seu respeito vêm do filósofo Aristóteles.

Tales inaugurou na filosofia a corrente dos pensadores “físicos”: filósofos que buscavam entender e explicar a origem da physis — palavra grega traduzida como natureza, mas cujo significado engloba também a ideia de origem, movimento e transformação de todas as coisas.

Segundo Tales, a origem de todas as coisas estava no elemento água: quando densa, transformaria-se em terra; quando aquecida, viraria vapor que, ao se resfriar, retornaria ao estado líquido, garantindo assim a continuidade do ciclo. Nesse eterno movimento, aos poucos novas formas de vida e evolução iriam se desenvolvendo, originando todas as coisas existentes.

Lançando um olhar crítico, tornam-se evidentes as brechas neste raciocínio. Por exemplo, o que dá início a este movimento e o que o mantém? Como um único elemento, a água, poderia se transformar em outra coisa?

Essas falhas, que aos olhos científicos de hoje são evidentes, eram vistas de outra forma na época. Vale lembrar que no momento em que as ideias de Tales foram criadas, os pensamentos racional e filosófico ainda eram bastante povoados por elementos mágicos e mitológicos. Portanto, para um grego antigo, a ideia de que uma coisa simples como a água pudesse se transformar em outra coisa não era absurda.

O grande mérito de Tales, na verdade, não foi a sua explicação aquática da realidade: foi o fato de que, pela primeira vez na história, o homem buscava uma explicação totalmente racional para o seu mundo, deixando de lado a interferência dos deuses.
Tales pode ser tido também como o pai da filosofia unitarista — que busca a explicação de todas as coisas a partir de um único princípio (no caso dele, a água) — e que teria seu maior expoente na figura de Heráclito de Éfeso.

A partir de sua teoria, diversos filósofos pré-socráticos buscaram seus próprios caminhos para explicar a physis. Tales, Anaximandro e Anaxímenes formaram o trio da chamada Escola de Mileto e ficaram conhecidos como os physiologoi (estudiosos da physis). Era o início da filosofia e do esforço humano em compreender o espetáculo da existência a partir da racionalidade.

Fonte: https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/tales-mileto.htm

Teoria dos babilônios

Os babilônios acreditavam que o início da criação do universo a partir dos dois primeiros deuses : Apsu , que representava as águas abaixo da terra , e Tiamat que era a personificação do mar . Esses deuses estavam confundidos em um só e originaram quatro gerações de outros deuses : Lahmu , Lahamu , Anshar e Kishar . Estes últimos criaram Anu , o deus do céu, e E a que era o deus da sabedoria . Mas , esses deuses se tornaram muito barulhentos , revoltando Apsu que tenta matá-los. Ea se antecipa e mata Apsu. Essa ação perturba Tiamat que, enraivada, cria uma tropa de monstros assustadores . Ela criou uma serpente com chifres, um dragão ,um herói , um demônio , um cão furioso , um homem-escorpião , um homem-peixe e um homem-louro .
O principal entre os seus monstros é Quingu, a quem ela confere a liderança de seu exército. A deusa o coloca em um trono e lhe entrega a Tábua dos Destinos. Enquanto isso os deuses estão discutindo como poderão derrotar Tiamat e seus monstros. Esse é o momento da entrada de Marduk , que prometeu enfrentar Tiamat , com a condição de que lhe fosse concedido o poder de deus supremo . Os deuses da assembléia acataram a condição de Marduk e o prepararam para a guerra. Marduk parte à procura de Tiamat mas, ao encontrá-la , seus guerreiros recuam e ele não consegue decidir o que fazer. Tiamat ri com desprezo e a coragem de Marduk retorna. Desafia, então, Tiamat para um combate entre os dois .
Face a face eles vieram com a prudência dos deuses. Entraram em combate, se aproximando para a batalhaMarduk atirou uma flecha que perfurou a barriga de Tiamat, Dividiu-a ao meio e também fendeu seu coração , derrotando-a e extinguindo sua vida. Atirou o corpo de Tiamatpor terra e postou-se sobre seu corpo .

Os deuses que formavam parte do terrível exército de Tiamat entraram empânico e tentaram fugir, mas foram capturado por Marduk e colocados na sua rede, onde curvaram-se de vergonha . Em seguida, Marduk cortouTiamat pela metade ” como um peixe que seria posto para secar”; * com metade de TiamatMarduk criou o firmamento do céu e com a outra metade, construiu a terra que mantém afastadas as águas subterrâneas . Sobre essa terra construiu o grande templo , onde fundou centros de culto para Anu, Enlil e Ea. A seguir, Marduk continua a organização de todo ouniverso : dando nomes aos meses do ano, dedicando a cada um deles três estrelas, montando locais para os grandes deuses, fazendo aparecer a lua crescente e denominando-a como a ” jóia da noite para marcar o final dos dias “. * Da saliva de Tiamat, fez nuvensventos e a chuva; de seuveneno, criou um nevoeiro e com os seus olhos, abriu os rios Tigre e Eufrates.

Fonte: http://ifbainfohistoria.blogspot.com/2011/06/criacao-segundo-os-babilonios.html

Mitologia Inca: é o conjunto dos mitos fundamentais da civilização Inca.

Segundo os incas, o criador supremo do mundo era Viracocha. Ele criou os homens a partir do barro e os colocou em cavernas, de onde eles saíram para o mundo exterior. Ele também criou o sol, a lua e as estrelas a partir do lago Titicaca. A divindade mais importante para os incas, no entanto, era Inti, o deus do sol. Ele enviou seus dois filhos Manco Cápac e sua filha Mama-Quilla (deusa da Lua, da fertilidade, do casamento e das mulheres) para uma Terra caótica e escura. Manco Cápac e Mama-Quilla eram casados. Eles chegaram erguendo-se das águas do lago Titicaca e, em busca de um lugar para estabelecer seu reino, seguiram em direção noroeste, até o vale do rio Huatanay.

Ali, Manco revirou a terra com seu cajado, encontrou solo espesso e fértil e chamou o local de Cusco (“umbigo do mundo”). A cidade se tornou o centro do poder, da religião e da cultura inca. Manco Cápac se tornou rei e passou a ensinar a arte da civilização para os homens. Todos os reis incas se consideravam descendentes de Manco Cápac. Outra divindade importante era Pacha Mama, a deusa da terra.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Mitologia_inca

Teoria dos Gregos

O mundo surge do caos

Esta lenda é diferente de todas as que você já ouviu. Tem seu início em uma época tão antiga, que é anterior a todas as outras histórias. Para começarmos a contá-la desde o início, precisamos voltar séculos incontáveis no tempo, que não existe …

Naquela época tão longínqua, vivia (desde sempre!) um deus que se chamava Caos. Esse deus vivia só, isolado, sem que nada existisse à sua volta. Não havia, então, sol, luz, terra ou céu! Não havia nada além de uma densa escuridão e de um imenso vazio sem começo nem fim.

Dessa maneira passaram-se incontáveis séculos, até que, certo dia, o deus Caos se cansou de viver solitário; ocorreu-lhe, então, a idéia da criação do mundo.

O começo veio com o nascimento da deusa Gaia, a Terra. Era uma deusa lidíssima, cheia de força e vida, que cresceu e se alargou, envolvendo imensas extensões e tornando-se a base do mundo.

Em seguida, Caos gerou o terrível Tártaro, a negra Noite e, logo depois, o belo e luminoso Dia.

O reino do Tártaro eram às escuras entranhas da terra, tão profundas em relação à superfície quanto esta distava do céu. Se alguém, do céu, deixasse cair uma bigorna de ferro, esta ficaria caindo por nove dias e nove noites e somente no amanhecer do décimo dia é que atingiria o solo. Se, então, caísse da Terra em direção ao Tártaro, a queda duraria mais nove dias e nove noites, e somente ao raiar do décimo dia a bigorna chegaria lá embaixo! Tal é a profundidade em que o Tártaro está entranhado na Terra. Por isso a escuridão que ali existe é tão densa e negra. Porém, esse reino também é imenso em extensão. Se alguém entrasse lá, prosseguiria incessantemente, sendo arrastado por turbilhões enfurecidos, e nem mesmo em um ano poderia chegar ao outro lado …

No coração desse lugar terrível, temido até mesmo pelos deuses imortais, eleva-se o escuro palácio da Noite, eternamente envolvido em negras nuvens. Lá a Noite permanece durante todo o dia e, quando anoitece, sai para se estender sobre a Terra.

Gaia, mãe de todos

Depois do Caos, chegou vez da deusa Gaia, a Terra, auxiliar a criação do mundo. Querendo começar com algo bem bonito, gerou Ágape, a Ternura, a deusa que trouxe ao mundo a beleza da vida. Em seguida gerou o imenso Céu azul, as Montanhas e o Mar, todos estes poderosíssimos deuses, sendo o grande Urano, o Céu, o mais forte entre eles.

Dessa madeira, a deusa Gaia, mãe de todos, ao mesmo tempo em que se enfeitava e ficava mais bela, desfrutava do prazer da criação do mundo!

Urano, o céu: Soberano no mundo

No entanto, o grande deus do universo passou a ser Urano, que envolvera a Terra com seu azul, cobrindo-a de ponta a ponta. Ele se sentava em um magnífico trono de ouro, apoiado sobre nuvens multicores, de onde governava o mundo inteiro e os deuses todos!

Urano se casou com a deusa Gaia e com ela gerou muitos deuses. Doze deles eram os Titãs – seis homens e seis mulheres. Os Titãs eram deuses enormes e de força terrível. Um deles em especial, Oceano teve inúmeros descendentes e todos os rios do mundo eram seus filhos. E ainda tinha três mil filhas, as Oceâniades, que eram deusas das fontes e dos regatos.

Fonte: https://fabiomesquita.wordpress.com/2010/08/31/a-origem-do-universo-mitologia-grega/

Teoria Cristã

Uma pergunta que ninguém sabe a resposta é: Como surgiu o mundo? Mas isso não significa que não houveram tentativas de explicar como aconteceu. Foram diversas as teorias, e com essa série, vamos falar de várias delas e levantar a seguinte questão: será que alguma delas realmente aconteceu? E agora falaremos da mitologia cristã.

Como a maioria – senão todos – de vocês sabem, Deus criou o mundo em sete dias, sendo que no primeiro ele criou a luz e a separou das trevas. No segundo e terceiro dia, criou os mares, a terra e as plantas. No quarto dia, Deus criou o sol e a lua, para que eles governassem o dia e noite. No quinto dia criou os seres vivos. No sexto, finalmente, criou a humanidade à sua imagem e semelhança. Todas as espécies de seres vivos tinham uma ligação com as outras e um propósito a cumprir: serem dominados pelo homem. No sétimo dia, Deus descansou.

Detalhadamente, Deus criou o homem a partir do pó da terra e plantou um jardim que ficaria conhecido como Éden. O primeiro homem, Adão, então foi ordenado a trabalhar e tomar conta do jardim que tinha todos os tipos de árvores e animais, além da árvore do conhecimento do bem e mal, cujos frutos seriam capazes de matar o homem que os comesse.

Adão foi apresentado aos animais e então os nomeou, entretanto, não achou nenhum correspondente de sua espécie, por isso, Deus fez com que Adão caísse em um sono profundo para dele retirar uma costela e assim fazer a primeira mulher: Eva. Após essa criação, ambos estavam nus e não sentiam vergonha alguma.

Entretanto, no Éden havia a serpente, um dos animais mais astutos já criados, que conseguiu convencer Eva a comer o fruto do conhecimento alegando que, com isso, se tornariam deuses ao invés de morrer. Eva, então, cede ao desejo de comer o fruto proibido e, como se já não bastasse, ela convence Adão a come-lo também. Ao fazerem isso, notam que estavam nus e procuram por folhas para se cobrirem.
Quando Deus descobre o que havia ocorrido, condena Adão ao trabalho pesado e Eva a sentir dores no parto, fato que se perpetuou pela espécie humana. Além disso, Ele os expulsa do paraíso e põe aos portões do Éden um querubim armado com uma espada de fogo para impedir que os dois voltassem.

E com isso, o mundo foi criado e a espécie foi expulsa do paraíso.

Fonte: https://minilua.com/origem-mundo-segundo-mitologias-crista/

Teoria iorubá

  1. No princípio, Olorum, o ser supremo, governava o Orun, o céu. A Terra não era nada mais que uma imensidão de pântanos governada por Olokun, a grande mãe, guardiã da memória ancestral. Então, Obatalá, a divindade da criação, teve a ideia de colocar terra sólida sobre os pântanos No princípio, Olorum, o ser supremo, governava o Orun, o céu. A Terra não era nada mais que uma imensidão de pântanos governada por Olokun, a grande mãe, guardiã da memória ancestral. Então, Obatalá, a divindade da criação, teve a ideia de colocar terra sólida sobre os pântanos

2. Instruído por Orunmila, divindade das profecias e do destino, Obatalá trabalhou quatro dias e construiu Aiyê, o nosso mundo, com montanhas, campos e vales. Para que o novo lugar tivesse vida, Olorun criou o Sol, enviou uma palmeira de dendê e fez chover, para que a árvore brotasse. Surgiram as florestas e os rios

3. Para povoar o lugar, Obatalá modelou os humanos no barro com a ajuda de Oduduá, com quem formou o casal propulsor da vida. Terminados os bonecos, colocaram neles o emi, o sopro da vida. A primeira cidade em que os humanos viveram se chamava Ifé. Obatalá voltou ao Orun e contou a novidade aos òrìsà

4. Os òrìsà (ou orixás) são seres divinos que personificam os elementos da natureza e são indispensáveis ao equilíbrio e à continuidade da vida. Eles foram viver com os humanos, e Olorum os orientou: só haveria harmonia se os orixás ouvissem os humanos e os orientassem – eles seriam seus protegidos

5. A harmonia em Ifé ficou monótona, e as pessoas passaram a desejar casas maiores e colheitas mais férteis. Pediram a Olorum, que alertou que o fim desse equilíbrio traria conflitos. O povo insistiu e Olorum deu o que pediam. A cidade se encheu de contrastes. Incapazes de dialogarem, as pessoas se separaram em tribos

Fonte: https://super.abril.com.br/mundo-estranho/como-e-a-mitologia-ioruba/

Teoria Chinesa

O mito chinês da criação do universo é uma verdadeira poesia. Diz a lenda que, no início, não havia nada além do Dao, o Vazio. E do Dao criou-se um ovo negro, que foi chocado por dezoito mil anos. Dentro deste ovo, Yin, Yang e Panku coexistiram em um estado de unicidade por todo este tempo.

Com muita determinação, Panku rompeu a casca do ovo e foi criado o Universo. Yin, mais pesado, foi para baixo e formou a Terra. Yang, mais leve, subiu e formou o Céu. Panku, assustado com sua criação, rapidamente afastou as pernas e ergueu os braços, segurando Céu e Terra e impedindo que eles voltassem a se unir. Depois de dezoito mil anos, Panku descansou.

Sua respiração tornou-se o vento; sua voz, o trovão. Seu olho esquerdo se transformou no Sol e o direito na Lua. Seu corpo deu origem às montanhas e seu sangue formou os rios. Seus músculos deram origem à Terra. Sua barba formou os arbustos e mudas de plantas, e seus pêlos formaram as florestas. Sua pele virou o chão, seus ossos os minerais e sua medula, todas as pedras preciosas. Seu suor caiu como chuva. E todas as pequenas criaturas que viviam em seu corpo, como pulgas, piolhos e pequenas bactérias, foram carregadas pelo vento e deram origem a todos os dez mil seres, que se espalharam pelo mundo.

A história de Panku é extremamente significativa quando paramos para pensar em como cada um de nós é: todos nós estamos, desde o início de nossas vidas, separando o céu da terra, o bom do ruim, o mau do bom. Todos somos Panku, parados por tempo demais na mesma posição, tentando evitar que tudo volte a ser uma coisa só – porque para nossa mente física é impossível algo ser bom e ruim, dependendo apenas do ponto de vista ou da circunstância na qual examinamos uma situação. Todos nós somos Panku, e estamos cansados e estar sempre julgando porque este julgamento, esta separação do do mundo entre bom e ruim, entre incômodo e conforto, entre certo e errado aniquila a chance das infinitas possibilidades se manifestarem. Separando o bom do ruim evitamos todo e qualquer confronto com o desconforto, mas quem nos garante que não é justamente o desconforto de hoje que vai nos conduzir ao tesouro de amanhã?

Pois é apenas quando Panku descansa que tudo nasce: as florestas, os mares, as pedras preciosas e os dez mil seres. É apenas quando deixamos de separar o bom do ruim e o certo do errado que o Universo tem a possibilidade de se manifestar em toda a sua glória e abundância. É apenas quando descansamos que se faz a vida.

Fonte: https://flaviamelissa.com.br/sobre-mitologia-lenda-chinesa-da-criacao-do-mundo/

Teoria Japonesa

Diz a lenda que, antes de existir o mundo, o céu e a terra eram uma coisa só. Não existia claro ou escuro, masculino ou feminino, luz ou sombra, tudo era uno. Essa unificação tinha forma de um ovo, que continha dentro dele um imenso caos, pois ainda não existia forma definida para o que tinha lá dentro. Até o dia que esse ovo se rompeu.

De dentro dele saiu uma parte clara, pura e leve que se transformou no céu. Depois, uma parte densa e escura se soltou para formar a terra. E depois dessa separação, surgiu, como um broto de uma planta, algo que ficava entre eles. Era o primeiro deus do mundo, chamado de “Kuni-toko-tachi”, que significa “Eterno suporte terreno das coisas majestosas”. E então outros deuses começaram a surgir para habitar esse mundo recém-criado.

Não existia mundo, nem céu e nem terra. Havia apena o caos, com uma forma indefinida e de tamanho indefinido. E do caos surgiu uma massa leve e clara, que virou o céu, chamado de “planície dos céus elevados” (Takamagahara). E desse céu surgiu um deus, chamado de “Ame-no-Minaka-Nushi-no-Mikoto” (Deidade do Augusto Centro do Céu).

Do primeiro deus, surgiu o segundo deus e depois o terceiro. Assim surgiu a primeira trindade de deuses do mundo. Foram conhecidos como “As três deidades criadoras”.

Mas como no caos não havia apenas o que era leve e de luz, surgiu então uma massa densa que se desprendeu do caos e virou a terra, demorando muito tempo para se solidificar como solo. Desse tempo onde céu e terra ainda eram novos, surgiram mais dois deuses dessa mistura. E então a trindade de deuses agora eram cinco, que foram considerados as “divindades celestiais especiais”.

E foram desses cinco deuses que surgiram mais e mais deuses para habitar esse novo mundo. Até o surgimento de Izanagi e Izanami, os últimos deuses que nasceram e que tiveram a tarefa de criar as ilhas que hoje formam o Japão. E assim surgiu a terra do sol nascente. 

Fonte: https://www.horoscopovirtual.com.br/artigos/mitologia-japonesa-a-criacao-do-mundo

Teoria Egípcia

 No início nada existia a não ser Nun, um grande oceano primitivo. Ao redor deste dele reinavam o silêncio, as trevas e o caos. Porém misteriosamente o oceano começa a se movimentar, despertando de seu sono profundo.        Nun é assolado por negras tempestades, que fazem suas águas se agitarem de  forma intensa, e de dentro do oceano começa a surgir uma ilha conhecida como monte da criação. Surge então uma flor de lótus no meio desta ilha, e de dentro da flor surge o deus do sol Rá. De seus olhos escorre uma lágrima que penetra na terra que ocasionará mais tarde a humanidade.
    Depois disto Rá fecha os olhos e começara a criar os deuses para lhe acompanharem. Surgem então: Tefnut – deusa da água, Shu – deus do ar,  Geb – deus da terra e Nut – deusa do firmamento. Em seguida surgem os deuses da primeira geração, aqueles que habitam a sagrada terra do Egito: as deusas Isis e Néftis e os deuses Osiris e Seth.         Osíris é
    Depois disto Rá fecha os olhos e começara a criar os deuses para lhe acompanharem. Surgem então: Tefnut – deusa da água, Shu – deus do ar,  Geb – deus da terra e Nut – deusa do firmamento. Em seguida surgem os deuses da primeira geração, aqueles que habitam a sagrada terra do Egito: as deusas Isis e Néftis e os deuses Osiris e Seth.         Osíris é o primogênito, e veio ao mundo para cumprir o ciclo de vida e morte. Ele também ensinará aos homens a artes da agricultura e do culto e é o primeiro deus a possuir forma humana e reinar sobre as criaturas. Ao seu lado está Isis, sua irmã e esposa, que juntos reinarão as terras entorno do Rio Nilo (antigo Nun) e aos poucos farão com que o povo prospere.

Fonte: http://origem-douniverso.blogspot.com/2015/03/mitologia-egipcia.html

Big Bang

Big Bang ou Grande Expansão é a teoria cosmológica dominante sobre o desenvolvimento inicial do universo.Os cosmólogos usam o termo “Big Bang” para se referir à ideia de que o universo estava originalmente muito quente e denso em algum tempo finito no passado. Desde então tem se resfriado pela expansão ao estado diluído atual e continua em expansão atualmente. A teoria é sustentada por explicações mais completas e precisas a partir de evidências científicas disponíveis e da observação. De acordo com as melhores medições disponíveis em 2010, as condições iniciais ocorreram há aproximadamente 13,3 ou 13,9 bilhões de anos.

Georges Lemaître propôs o que ficou conhecido como a teoria Big Bang da origem do universo, embora ele tenha chamado como “hipótese do átomoprimordial”. O quadro para o modelo se baseia na teoria da relatividade de Albert Einstein e em hipóteses simplificadoras (como homogeneidade e isotropiado espaço). As equações principais foram formuladas por Alexander Friedmann. Depois Edwin Hubble descobriu em 1929 que as distâncias de galáxias distantes eram geralmente proporcionais aos seus desvios para o vermelho, como sugerido por Lemaître em 1927. Esta observação foi feita para indicar que todas as galáxias e aglomerado de galáxias muito distantes têm uma velocidade aparente diretamente fora do nosso ponto de vista: quanto mais distante, maior a velocidade aparente.

Se a distância entre os aglomerados de galáxias está aumentando atualmente, todos deveriam estar mais próximos no passado. Esta ideia tem sido considerada em densidades e temperaturas extremas, sendo que grandes aceleradores de partículas têm sido construídos para experimentar e testar tais condições, resultando em significativa confirmação da teoria. No entanto, estes equipamentos científicos têm capacidades limitadas para pesquisas em tais regimes de alta energia. Sem nenhuma evidência associada com a maior brevidade instantânea da expansão, a teoria do Big Bang não pode e não fornece qualquer explicação para essa condição inicial, mas descreve e explica a evolução geral do universo desde aquele instante. As abundâncias observadas de elementos leves em todo o cosmos se aproximam das previsões calculadas para a formação destes elementos de processos nucleares na expansão rápida e arrefecimento dos minutos iniciais do universo, como lógica e quantitativamente detalhado de acordo com a nucleossíntese do Big Bang.

Fred Hoyle é creditado como o criador do termo Big Bang durante uma transmissão de rádio de 1949. Popularmente é relatado que Hoyle, que favoreceu um modelo cosmológico alternativo chamado “teoria do estado estacionário”, tinha por objetivo criar um termo pejorativo, mas Hoyle explicitamente negou isso e disse que era apenas um termo impressionante para destacar a diferença entre os dois modelos. Hoyle mais tarde auxiliou consideravelmente na compreensão da nucleossíntese estelar, a via nuclear para a construção de alguns elementos mais pesados até os mais leves. Após a descoberta da radiação cósmica de fundo em micro-ondas em 1964, e especialmente quando seu espectro (ou seja, a quantidade de radiação medida em cada comprimento de onda) traçou uma curva de corpo negro, muitos cientistas ficaram razoavelmente convencidos pelas evidências de que alguns dos cenários propostos pela teoria do Big Bang devem ter ocorrido. A importância da descoberta da radiação cósmica de fundo é que ela representa um “fóssil” de uma época em que o universo era muito novo, sendo a maior evidência da existência do Big Bang. Ela é proveniente da separação da interação entre a radiação e matéria (época chamada de recombinação).

Teoria:

A teoria do Big Bang depende de duas suposições principais: a universalidade das leis da física e o princípio cosmológico, que afirma que, em grandes escalas, o universo é homogêneo e isotrópico. Essas ideias foram inicialmente tomadas como postulados, mas hoje há esforços para testar cada uma delas. Por exemplo, a primeira hipótese foi testada por observações que mostram que o maior desvio possível da constante de estrutura fina em grande parte da idade do universo é de ordem 10-5. Além disso, a relatividade geral passou por testes rigorosos na escala do Sistema Solar e das estrelas binárias.

Se o universo em grande escala parece isotrópico visto da Terra, o princípio cosmológico pode ser derivado do princípio copernicano mais simples, que afirma que não há nenhum observador específico (ou especial) ou ponto de vantagem. Para este fim, o princípio cosmológico foi confirmado a um nível de 10-5 através de observações da radiação cósmica de fundo. O universo foi medido como sendo homogêneo nas maiores escalas no nível de 10%.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Big_Bang